Não confunda…

Não confunda implementar Web Analytics com implementar ferramentas de Web Analytics.

Essa última semana eu estive trabalhando no meu projeto final do curso de Web Analytics na UBC. A proposta era fazer uma avaliação da cultura organizacional e traçar um plano de ação para criar uma cultura web analytics na empresa – fazer com que a os dados e análises fossem integrados aos processos de melhoria e a estratégia do negócio em si.

O desafio vai além da configuração de ferramentas clickstream e elaboração de relatórios. Deve ser avaliado o ambiente de governança,  a importância que os níveis superiores dão ao trabalho, a expertise dos analistas web, a presença de objetivos e escopo bem definidos e integrados aos objetivos do negócio e a preocupação com aprendizado e melhoria continua.

Em meio a essa complexidade, e imprescindível o uso de um método de avaliação objetiva e completa, que aborde todos os pontos criticos de uma boa performance da área de web analytics.

A Solução

O professor e consultor Stephane Hamel desenvolveu uma metodologia chamada Online Analysis Maturity Model (OAMM). Trata-se de uma metodologia derivada de modelos de Business Intelligence, Marketing e Gestão da Qualidade, porém 100% voltada para a análise do ambiente de Analytics. Esse modelo tem o objetivo de avaliar o nível de maturidade em 6 quesitos-chave (Critical Success Factors).

O termo é auto-explicativo: baseado em modelos de business intelligence, estes são os 6 quesitos essenciais para o sucesso de qualquer mudança no nivel de cultura organizacional. A avaliação desses quesitos garante uma visão holistica do ambiente de analytics. São eles:

Management and Governance:

  • Os níveis gerenciais valorizam as atividades de analytics?
  • Quem gerencia as atividades de analytics? O proprio analista? Um gerente de projeto?
  • A area possui estratégia e metas definidas?
  • A area possui processos e atividades bem definidas?

Definição de Objetivos:

  • A área possui objetivos definidos?
  • Quais as principais funções da area?

Definição de Escopo:

  • Como professor Stephane define: “Quais os limites do playground da área de analytics?”

Recursos Humanos:

  • Quem são os analistas?
  • Existe analistas dedicados em tempo integral as atividades de analytics?

Processos e Metodologia:

  • Qual o nivel de integração entre os KPIs da área e as estratégias do negócio?
  • A área utiliza metodologias de melhoria continua?
  • Como a área garante que os insights gerados nas análises geram ações concretas?

Ferramentas: Esse é o topico que todos conhecem e muitas vezes confundido com a própria atividade de Web Analytics:

  • Quais as ferramentas utilizadas pela empresa?
  • Como estão configurados os perfis, filtros e dashboard?
  • Qual o nível de integração dessas ferramentas?

*Eu coloquei essas três perguntas em ordem crescente de importância. Ou seja, o nome da ferramenta nao significa muito se nao for bem configurada e por sua vez, pouco adianta a ferramenta implementada e configurada se não há integração com as demais ferramentas utilizadas pela empresa (ex.CRM, ERP)

 

 

Duas conclusões importantes eu cheguei ao utilizar a metodologia nesse trabalho:

1- A maturação do conhecimento de Web Analytics em si. O desenvolvimento desse modelo elaborado pelo professor Stephane Hamel é um grande passo para a consolidação de Web Analytics como um conhecimento científico.

2- Aplicando  o modelo nao só permite uma visão mais estratégica do ambiente de analytics na organização como fornece também um plano de ação, inclusive separando metas de curto e longo prazo.

 

Confesso que o resultado obtido ao aplicar esse modelo foi além das expectativas e abriu bastante minha cabeça em relação a importância do ponto de vista estratégico ao implementar a cultura Web Analytics em uma empresa.

Tem muito mais o que eu gostaria de dividir sobre o aprendizado do uso desse modelo, porém não gosto me me extender muito nos posts. Caso tenham interesse eu posso passá-los o meu projeto, com a aplicação prática dessa metodologia.  É importante ressaltar que no link abaixo, o professor Stephane disponibilizou o white paper sobre o modelo. Vale a pena ficar por dentro!

Até o próximo!

Link para a pesquisa do professor Stephane: http://www.cardinalpath.com/oamm/introduction/




3 comentários to “Não confunda…”

  1. Anselmo Garcia Santos says:

    Grande evolução Matheus,
    Será justamente essa maturidade na metodologia que permitirá a aplicação eficiente dela em sites de empresas com ambientes e características diferentes.
    Esse aprofundamento também será a chave para aprimoramento de todo um processo.
    Sucesso e parabéns.

    Anselmo Garcia

  2. Matheus,

    muito bacana a abordagem. Tenho estudado a relação de Web Analytics e Estratégia corporativa em meu doutorado e achei bastante interessante o post e o link para a pesquisa.
    Gostaria de ter mais detalhes sobre o projeto.
    Abs,
    Claudio.

  3. Thanks for referencing my work Matheus!I like your conclusion: “it opened your mind” – and that’s exactly the goal. A model – whichever one – is a starting point to have a discussion with colleagues, managers and business stakeholders. I’m glad you found it useful. Info is constantly being updated at http://cardinalpath.com/oamm/ and comments & feedback are always appreciated.

This entry was posted on June 14, 2012 and is filed under Trabalhos produzidos. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. Both comments and pings are currently closed.